quinta-feira, 27 de maio de 2010

Carreira x futebol: sua área diz quem você seria dentro de campo!

Em preparativos para Copa do Mundo: Segue uma matéria muito interessante para que você possa descobrir se a área onde você atua qual posição ocuparia dentro de campo..


Por: Flávia Furlan Nunes – InfoMoney



Este ano é de Copa do Mundo, o que torna comum as comparações entre diversos temas e o futebol, paixão nacional. E o ambiente corporativo não poderia ficar de fora desta onda: você sabia que a área em que atua pode definir qual posição ocuparia dentro de campo?



A equipe da Junto Fast Recruitment, formada pelos headhunters Ricardo Nogueira, Mariana Gaspar e Lucas Padilha, preparou essa analogia para o InfoMoney.



Dentro de campo: cada posição, uma área diferente

O goleiro, por exemplo, deve ter reflexo apurado e grande flexibilidade. Quem são eles? Os profissionais de TI (tecnologia da informação), que protegem a empresa, por meio da segurança da informação.



Em seguida, estão os zagueiros, que costumam ter grande força e resistência, em detrimento das técnicas de drible, típicas de jogadores mais ofensivos. Afinal, sua função é primariamente a de bloquear as proximidades da grande área. Com essas características, eles podem ser comparados à área jurídica, responsável por colocar “ordem na casa” nos momentos de ataque de um adversário.



Depois dos zagueiros, estão em campo os laterais e alas, que oferecem a ligação entre a defesa e o meio-de-campo. Eles são jogadores com resistência e velocidade, já que devem apoiar o ataque – podendo até finalizar – e também defender o time dos adversários pelos lados. A analogia é com a área de comunicação, que deve ter agilidade com a informação para se defender e atacar.



A posição de volante é inserida ora no grupo defensivo ora no grupo do meio-campo, já que faz a ponte entre ambos. Além disso, é responsável pela marcação dos meias-de-ligação do adversário, anulando as jogadas ofensivas contra a sua equipe. Essas características levam à área de RH (recursos humanos), que é estratégica e serve como centroavante, volta para ajudar a defesa e gere o meio de campo.



Os meio-atacantes e os meio-campistas laterais costumam ser rápidos, ter uma boa arrancada – aceleração – e ainda um bom drible, além de ter de realizar cruzamentos e remates a gol. Podem, diante dessas características, ser comparados com os profissionais de criação, publicidade e propaganda. “Uma boa campanha é pautada por rapidez nos passes, força para vencer obstáculos e suporte para o time, seja no ataque ou na defesa”, diz a equipe da Junto.



Os pontas-de-lança e segundo atacantes, que manipulam as jogadas, são avançados e movem-se pelo gramado, buscando possibilidades de avançar em direção ao gol. São velozes, têm domínio de bola e de dribles. Este é o atacante que, em algumas situações, pode voltar para ajudar na marcação, o que lembra o pessoal da área de Logística, responsável pela entrega e pelo cumprimento de prazos.



O centroavante, por sua vez, é quem recebe a função de finalizar as jogadas. Ele costuma não se movimentar muito, ficando muitas vezes isolado no ataque com os zagueiros e goleiro adversários. Suas características de jogo são o chute, o cabeceio e a colocação dentro de área. Sem dúvida, essas características levam às áreas Comercial e de Vendas.



O meio-armador é o jogador mais importante de uma equipe, uma vez que é responsável pela criação de lances ofensivos do time. Tem como características principais o passe, a habilidade com a bola, a capacidade de driblar e, em alguns casos, de dar um bom chute à distância. De acordo com a equipe da Junto, todos têm a obrigação de ser um meio-armador dentro da empresa!



Sem as bolas nos pés

Confira, abaixo, as analogias feitas pela equipe da Junto em relação aos profissionais que fazem parte do espetáculo, mas não com as bolas nos pés:



Técnicos: ter um bom perfil técnico, aliado a uma boa visão estratégica, já representa metade do caminho para ser um bom técnico. A outra metade depende de uma série de fatores pessoais e comportamentais, além de um grande carisma e relacionamento interpessoal. A analogia, neste caso, é com as posições de liderança.

Juiz: é a autoridade máxima dentro das quatro linhas. Ele é o responsável por manter o jogo dentro da ordem, por aplicar o que diz a regra. No futebol ou nas corporações, devemos utilizar o bom senso. Eles são os presidentes das empresas.

Bandeirinha: dentro de uma estrutura moderna, todos nós somos “bandeirinhas” das empresas que trabalhamos. Se você viu algo de errado, comunique, mas faça antes uma checagem da informação, para que você não passe pelo constrangimento de revelar algo que de fato “não era bem assim”.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Quando a ambição passa dos limites: qual o reflexo na carreira?

Por Gladys Ferraz Magalhães, InfoMoney

Segundo especialistas, ambição obsessiva pode trazer consequências desastrosas para o profissional

Ser determinado, extremamente comprometido com o trabalho e ter uma forte vontade de crescer profissionalmente são algumas características de pessoas ambiciosas, que, por sua vez, são muito apreciadas no ambiente de trabalho.

Contudo, alertam especialistas, quando a ambição passa dos limites, as consequências podem ser desastrosas.

"Quando a ambição passa a ser obsessiva e existe um desejo compulsivo de crescer, a pessoa acaba construindo uma imagem negativa, o que pode comprometer o relacionamento com colegas, os resultados da equipe e o próprio desenvolvimento da carreira do profissional”, explica a psicóloga Clarice Barbosa.

O consultor de carreiras da Catho Consultoria em RH (Recursos Humanos), Renato Waberski, concorda e acrescenta: “a pessoa acaba não obtendo o que tanto deseja, perde espaço dentro da empresa e a confiança do chefe”.

Quando a ambição passa dos limites?

Segundo os especialistas, dentre os sinais de que a ambição está se tornando obsessiva, estão a arrogância, o individualismo e o egocentrismo. Além disso, em muitos casos, o profissional falta com a ética, sendo capaz de prejudicar outras pessoas.

“Normalmente, a pessoa que tem uma ambição negativa não acredita que pode crescer profissionalmente apenas investindo em si, aperfeiçoando seus conhecimentos, participando de cursos ou treinamentos e, então, acaba deixando de lado os valores que as empresas tanto prezam, como ética, trabalho em equipe e demonstração de confiança no trabalho que exerce junto com a equipe”, argumenta a diretora executiva da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Heloísa Gontijo.

Para ela, a falta de maturidade é uma das principais causas da ambição sem limites. Contudo, ambientes extremamente competitivos também podem resultar em tal situação.

“Nas áreas em que a cobrança por metas é exacerbada, os profissionais estão mais propensos a desenvolverem este tipo de atitude”, diz Waberski.

Há salvação?

Por fim, de acordo com os entrevistados, na maior parte dos casos, a ambição obsessiva passa despercebida pela própria pessoa. Por isso, dizem, é necessário prestar atenção nas próprias atitudes e especialmente em como as pessoas se relacionam com você.

Assim, explicam, o profissional poderá repensar suas atitudes e salvar a própria carreira e os relacionamentos pessoais.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Os sete talentos do profissional do futuro

Veja as características que os profissionais precisam, cada vez mais, para alcançar os resultados esperados para sua carreira

Por Fábio Bandeira de Mello, www.administradores.com.br

Todo o profissional quer fazer parte de uma excelente empresa, estar nas melhores equipes e ver seu trabalho ser reconhecido. Mas, você sabe qual o principal fator que torna determinada organização um excelente local para trabalhar ou ser considerada uma empresa de sucesso?

Muitas pessoas ainda não perceberam, mas o fator fundamental que faz empresas se destacarem com excelentes resultados e serem bem vistas por todos, é justamente a atuação dos seus próprios funcionários. Equipes capazes, motivadas e empenhadas fazem com que organizações cresçam e procurem sempre os melhores resultados.

Independente da área de atuação de um profissional, para fazer parte de equipes vitoriosas, é importante possuir uma capacitação adequada e demonstrar vontade e capacidade para vencer os desafios que o trabalho impõe. Parte destas competências e valores são naturalmente adquiridas ao longo das experiências de vida, e outras adquiridas pela necessidade de se sobressair no mercado profissional.

Só que, muitos valores e características que antes eram vistas como suficientes e ideais, se transformaram em apenas competências básicas. Com um mercado cada vez mais exigente, os profissionais têm sido testados e postos à prova em suas atitudes e comportamentos.

Segundo o consultor em gestão e orientação de pessoas e Vice Presidente da Thomas Brasil, Edson Rodriguez, "as necessidades do mercado de trabalho estão em constante mudança e as habilidades que eram pouco requisitadas no passado agora são consideradas essenciais, durante o mapeamento de talento realizado por empresas".

O especialista Rodriguez comentou sete características de profissionias que as empresas têm buscado para formação de suas equipes pensando no presente e futuro da organização. Confira:

Auto Gerenciamento: capacidade do indivíduo em se auto motivar, disciplinar, cobrar e avaliar os resultados obtidos. Em suma, ele deve ser capaz de realizar projetos, desempenhar tarefas, buscar soluções e identificar formas de implementar essas soluções.

Comunicação Múltipla: habilidade de se comunicar de modo realmente eficaz em inglês. Essa deve ser a primeira prioridade na área de línguas estrangeiras, salvo casos específicos, e antes de sair para uma terceira língua, certificar-se de que o inglês está realmente bom. Outras formas de comunicação é explorar, conhecer o máximo e manter-se atualizado com relação a blogs, twitter, internet, intranet, processos e sistemas de informação e transmissão de dados.

Negociação: dedique especial atenção às suas habilidades no quesito capacidade de negociação, isso é, procure apresentar ideias de modo claro e convincente, argumentar de forma positiva, franca e objetivamente e ouça com atenção as objeções para construir formas convincentes de superá-las.

Adaptabilidade: o profissional do futuro não deve apenas assumir uma posição de aceitar as mudanças, mas sim procurar prevê-las e antecipar-se a elas. A capacidade de facilitar o processo de mudanças, quaisquer que sejam, para as pessoas à volta também é uma característica importante e uma habilidade a ser cultivada.

Educação Contínua: a vida é um aprendizado constante e no mundo moderno isso se torna cada vez mais verdade. Novas descobertas e processos mais eficazes surgem a cada momento. Por isso, o processo de treinamento e desenvolvimento de um profissional de sucesso ocorre por toda a sua vida. Ele tem que estar constantemente se atualizando, buscando novos conhecimentos e novas abordagens.

Domínio da Tecnologia faz diferença. É imprescindível buscar, usar e fomentar o uso de tecnologia de ponta além de decretar sua própria obsolescência e partir para patamares mais altos de tecnologia.

Foco nos Resultados: as pessoas são avaliadas por suas ações e pelo resultado obtidos. Por isso, reflita sobre qual é o resultado que se busca e procure identificar o que agrega valor em termos de custos/esforços e centrar-se nisso.

Não é de uma hora para outra que o sucesso e o reconhecimento profissional acontecem. É preciso muito trabalho, determinação e foco naquilo que faz.

terça-feira, 2 de março de 2010

Conheça os sete principais erros na comunicação no trabalho

Por: Karla Santana Mamona - InfoMoney

Você já parou para pensar como é a sua comunicação no ambiente de trabalho? Pois saiba que essa análise pode ajudar a evitar diversos problemas com os colegas, a chefia, os clientes e os fornecedores.
De acordo com o especialista em comunicação verbal e focada em gestão de pessoas, Reinaldo Passadori, as empresas têm buscado profissionais competentes na comunicação, principalmente na verbal.
Ele afirma ainda que, para ter uma comunicação eficiente, é necessário que os profissionais façam uma reflexão sobre a forma que interpretam os fatos, como compreendem o próximo e como tratam as pessoas.

Erros de comunicação

Para melhorar a comunicação no ambiente corporativo, é necessário evitar alguns erros. Confira abaixo os sete principais pecados na comunicação que foram listados por Passadori:

Apatia: o contrário é a empatia, que nada mais é do que a capacidade de se colocar no lugar do outro, compreendendo o nível sociocultural e o temperamento. Ser empático é ser generoso com o outro. Com voz serena, mas firme, pode-se articular palavras com calma, confiança, polidez, o que torna a comunicação mais atraente.

Insegurança: profissionais inseguros geralmente se comportam de maneira agressiva, o que pode causar medo e intimidação. Quem se conhece verdadeiramente detém o controle de seus atos, gestos e palavras. Uma pessoa assertiva defende suas ideias e direitos e, ao mesmo tempo, procura aceitar os dos outros, o que deve ser feito!

Impaciência: quando se é impaciente, é difícil ensinar e aprender, já que não há espaço para a observação e o intercâmbio de informações. Uma postura sábia requer dar o tempo de maturação necessário aos acontecimentos e também tomar decisões firmes de forma serena, sem 'atropelos'.

Incoerência: é a diferença entre falar, defender uma ideia, valores ou posição e não seguir os discursos e as ideias apregoados. Esse comportamento desperta desconfiança e descrédito, pois as pessoas acreditam que a qualquer momento o incoerente poderá mudar de lado, sem se importar com os desdobramentos das suas atitudes.

Prolixidade: ser excessivamente longo, cansativo e entediante numa conversa ou texto é um dos maiores pecados da comunicação. Geralmente, o prolixo não reconhece que sua expressão é confusa, cheia de palavras repetidas ou sem um significado importante e que os ouvintes não prestam atenção justamente pela falta de objetividade.

Ignorância: falta de conhecimento, sabedoria e instrução sobre determinado tema, ou mesmo acreditar em algo falso, não tendo discernimento. Saber que existe mais conhecimento e profundidade em um assunto, porém, não buscar isso. Fazer pouco caso da importância do saber, e agir como se não precisasse do outro.

Arrogância: caracteriza a falta de humildade, alguém que não deseja ouvir, aprender algo que não saiba ou estar no mesmo nível do seu próximo. Contraposta, a humildade é uma das qualidades mais difíceis de exercer. Porém, humilde não significa ser fraco perante a posição que ocupa. Pode-se nascer com essa característica ou trabalhar para adquiri-la. A humildade é saber ouvir, sem passar por cima do outro, é ser reverente e ter conhecimento exato do que não se é.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Aparência pode decidir contratação!

Por Angela Souza - www.administradores.com.br

A aparência pode contar pontos não apenas no momento de conseguir um emprego, mas também na hora da definição do salário. A polêmica afirmação foi resultado de uma pesquisa realizada recentemente pela Universidade de Yale, em Conneticut, nos Estados Unidos. O estudo mostrou que, entre os entrevistados, os considerados menos ‘atraentes’ ganhavam em média 10% a menos em comparação com os de melhor aparência.

Ao analisar esse estudo, fica difícil aceitar que ele se aplica em sua totalidade à realidade brasileira, principalmente ao afirmar que a beleza garante não só uma vaga como um salário maior. Isso se aplica, obviamente, às empresas cujo negócio é a “boa aparência” – moda, estética, publicidade, eventos.

Mas, se não se pode afirmar que a pesquisa se aplica ao Brasil, tampouco pode-se afirmar o contrário.

A dimensão estética é um importante valor em todas as culturas. Diante do belo, das belas formas, do gracioso, jovial, suave, agradável e harmonioso cria-se uma atmosfera de boa vontade e empatia. Os recrutadores não são super homens ou super mulheres imunes às emoções que a presença do belo suscita. Mas os bem preparados são capazes de manter a objetividade e escolher um candidato avaliando as competências, as habilidades e as atitudes necessárias ao trabalho que irá realizar.

O belo, quando é mera aparência, sem essência, muito depressa é desmascarado. Uma recepcionista atenta é de grande ajuda para o recrutador. Ela observa o comportamento do candidato a emprego enquanto ele espera ser chamado para a entrevista e poderá traçar um perfil só com as respostas a essas perguntinhas bem básicas: como se apresentou à recepção? Chegou no horário? Estava tranqüilo? Esbaforido? Foi educado e gentil? Cumprimentou outras pessoas presentes? Sentou-se e portou-se sobriamente? Apanhou uma revista para ler? Qual revista? Abriu o próprio computador? Falou ao celular discretamente? Pareceu impaciente? Transpirava? Tomava café ou água demais?

Além disso, hoje há câmeras por todo lado. Ficou fácil confrontar a percepção sobre a pessoa.


Conteúdo define a escolha

No fim das contas, as empresas contratam as pessoas afinadas com os seus valores, visão e missão. Nos processos seletivos costumam deixar claro “como são as coisas por aqui”. Ou seja, qual a cultura prevalecente. E essa cultura decorre dos valores que as pessoas compartilham, explicitados, por exemplo, em comportamentos, vestuário e postura no trabalho.

É comum que pessoas se candidatem a empregos em empresas cujas culturas ou “jeito de ser” façam sentido para elas. Algumas buscam empresas por serem “cool”, oferecerem “mimos” como liberdade e informalidade. Outras preferem empresas com estilos de negócio e gestão mais tradicionais. Num caso ou noutro, a aparência das pessoas segue o estilo da empresa e a percepção do belo pode variar.

Aparência, essência e sedução

Mesmo que a pesquisa aludida não se aplique à nossa realidade, empresas e candidatos a emprego se esmeram na arte da sedução. Um quer ser atraente para o outro. Quer ser a escolha do outro. Seduzir é fazer crer que se pode propiciar ao outro, melhor do que ninguém, o que ele deseja. O sedutor faz-se encantador, irresistível. Sabe o que pode encantar e oferece - seja “boa aparência”, comportamento ou atitude. Isto não precisa implicar numa deliberada, contínua e penosa “representação”. Se for pura aparência, sem essência, não há como sustentar-se por muito tempo. Ainda que amem o belo, as empresas precisam de resultados. Se for possível ter o melhor dos dois mundos (beleza e resultados), por que não?

Saiba o que fazer nos processos de seleção de emprego

Por Fábio Bandeira de Mello - www.administradores.com.br

Ao participarem de um processo de seleção para o primeiro emprego ou recolocação no mercado, muitos profissionais se atrapalham e tem dúvidas de como devem proceder e se portar para conseguir a tão sonhada vaga de trabalho.

Nesse momento, especialistas recomendam que o mais importante é cada profissional ter consciência da área que deseja atuar, mas sem limitar-se apenas a concorrer para uma única empresa. Para a especialista Stefi Maerker, diretora-presidente da SEC Talentos Humanos, “mais do que tudo, estamos vivendo a fase de paixão pelo que se faz. O trabalho deixa de ser um castigo e passa a ser um foco de satisfação. Quem não tiver esta visão está fadado a sair brevemente do atual emprego”, afirma.

Geralmente, os candidatos as vagas disponíveis no mercado passam por diversos processos de avaliação realizados pelos recrutadores e, aqueles que mais se aproximam do perfil da empresa são escolhidos.

Nesse processo de avaliação, a consultora Alessandra Tomelin, gerente de recursos humanos da vagas.com.br - empresa especializada em tecnologia para recrutamento e seleção de recursos humanos -, enfatiza sobre a importância de um currículo bem elaborado. “Esse é o cartão de visita do profissional na empresa. Muitos candidatos são desclassificados para uma oportunidade por colocarem as informações de forma inadequada no currículo”, afirma a consultora.

Tomelin salienta que no currículo é preciso fazer um resumo sobre todas as atividades profissionais realizadas sem ‘encher linguiça’, trazer as informações de forma clara, falar sobre seu objetivo e, principalmente, dizer a verdade. “Um dos principais erros de alguns candidatos é mentir ou exagerar sobre suas atividades do último emprego”.

Luis Testa, gerente de marketing da Vagas.com.br, alerta que já existe até um projeto de lei que prevê como crime a colocação de informações falsas no currículo. A proposta, que modifica o Código Penal (Decreto-Lei 2848/40), estabelece pena de dois meses a dois anos de detenção.

O temor da entrevista

Nas entrevistas de emprego, a escolha da roupa, o corte de cabelo ideal, a postura, saber o que falar e o que não falar, são geralmente algumas das principais indagações entre os candidatos que disputam a vaga. A preocupação não é à toa, o momento da entrevista na empresa é um dos passos mais importantes na avaliação dos recrutadores para a escolha do candidato. Nessa ocasião é possível conhecer melhor como se porta cada profissional.

A consultora Alessandra Tomelin relata que o candidato deve vestir-se de acordo com a cultura que a empresa prega e o ideal é que, na entrevista, utilize a roupa que usaria no dia normal de expediente. Sobre os erros mais comuns no vestuário, a especialista salienta “que devem ser evitados decotes, roupas coladas, maquiagem excessiva. O ideal é que os candidatos cheguem também 30 minutos antes do marcado na entrevista para evitar imprevistos”.

A especialista Stefi Maerker salienta que na hora da entrevista o candidato deve procurar ser verdadeiro e confiante. “Tenha clareza do que gosta, do que quer fazer e de como pode contribuir. Tenha suas experiências, habilidades e competências na ponta da língua. Isso vai te ajudar a conquistar a vaga”, ensina a consultora.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Se o dia precisa ter 30 horas, é melhor checar a sua gestão de tempo

Fonte: CRC-SP

A gestão do tempo e a organização do trabalho tomaram tamanha proporção na qualidade dos resultados obtidos que, hoje, já é possível encontrar cursos diversificados sobre o tema. Grande parte deles instrui os profissionais a uma autoavaliação capaz de identificar exatamente onde estão os principais problemas nesse quesito. A partir daí, é possível lidar com essas dificuldades da melhor forma.

Uma das grandes tensões atuais tem sido a necessidade de balancear o tempo despendido com o trabalho e com a família. Encontrar um meio termo aceitável para ambos os lados da vida requer dedicação. E, quando não há êxito, há a certeza do início de um conflito.

Foco na atividade a ser realizada auxilia na boa gestão do tempo. Interrupções diferentes interferem no desenvolvimento do projeto, principalmente quando o mesmo exige concentração. A checagem incessante de e-mails, assim como as ligações telefônicas frequentes, atrapalha. Então, fechar a caixa de e-mails e solicitar, se possível, que as ligações sejam redirecionadas tornarão o trabalho mais agradável e, consequentemente, mais rápido.

Como apresentou o Instituto MVC, de educação corporativa, “o uso do tempo como instrumento de diferencial competitivo constitui outra tendência clara. É a diferenciação da concorrência via administração do tempo. Outra propensão é usar o tempo como instrumento para melhoria da qualidade de vida”.

Balancear o tempo a ser despendido com o trabalho com o tempo a ser investido na família tem sido difícil para grande parte dos executivos.

Dificuldade em dizer não – Um grupo considerável de pessoas sente muita dificuldade em dizer não, seja em aspectos profissionais ou pessoais. Muitas vezes, algumas pessoas deixam de exercer atividades de suma importância para o próprio desempenho, para auxiliar terceiros no desenvolvimento de outros projetos.

A negativa também pode ser direcionada ao superior, obviamente que com a exposição dos motivos para a não realização daquele trabalho. Nessa hora, é fundamental saber dissertar sobre os projetos e as atividades em andamento. E, assim, convencer o superior de que abraçar aquele novo negócio pode não ser prioridade.

Aprender a dizer não é um exercício diário, que deve ser praticado. E, para isso, há também ajuda profissional, seja por meio de terapias ou pela leitura de livros especializados no assunto.

Dicas para fazer o dia render sem deixar de cumprir suas tarefas

O especialista em administração do tempo e produtividade Christian Barbosa concedeu ao CRC SP Online dez dicas de como atuar para que o dia renda mais e para que todas as atividades propostas sejam cumpridas. Barbosa ministra treinamentos e palestras para grandes empresas e é também autor dos livros “A Tríade do Tempo e Você”, “Dona do seu Tempo” e “Estou em Reunião”.

1. Crie sua lista de tarefas com tudo o que deve ser feito ao longo dos dias da semana. Qualquer atividade nova deve virar tarefa. Priorize a sequência de execução e foque! Constantemente se pergunte: o que eu estou fazendo é uma tarefa? Se não for, você está enrolando!

2. Estabeleça períodos para redes sociais. Orkut, twitter, MSN e facebook estimulam sua autointerrupção. A dica é utilizá-las apenas em horários após o expediente ou que não atrapalhem em nada. Mas, se você não conseguir de jeito nenhum, procure apenas olhar nos intervalos entre a conclusão das tarefas e nunca multitarefar.

3. Tenha clareza sobre o que fazer. O que você precisa fazer primeiro? Você sabe pelo menos 80% do que deve ser feito hoje? Se não souber responder a essas perguntas, com certeza vai se perder em coisas circunstanciais.

4. Foque seus objetivos. Você começa uma atividade e logo começa a saltar para outras coisas? Se a atividade for grande, quebre em pequenas partes. Feche qualquer outro software que não esteja usando, coloque o celular no silencioso e, se funcionar para você, ouça música.

5. Tarefas imprevistas, convites inesperados e favores. Que tal falar “não” de forma concreta (baseado em seu planejamento x disponibilidade)? Se muita coisa imprevista surge na sua rotina, é possível que seu nível de planejamento não esteja adequado. Repare em quais dias da semana ocorrem mais imprevistos e utilize isso a seu favor.

6. Evite interrupções quando estiver desenvolvendo uma tarefa. Se muita gente interrompe você, um possível fator é que sua comunicação não anda muito adequada. Faça uma revisão de como envia seus e-mails, como repassa informações e como delega atividades.

7. Evite adiar seus compromissos. Faça sempre a seguinte pergunta para você: “qual o verdadeiro motivo para realizar essa atividade?” ou “o que estou ganhando ao realizar essa atividade”.

8. Classifique as atividades em “Importantes” (coisas com tempo de serem feitas e que trazem resultados para sua vida), “Urgentes” (que o tempo acabou) e “Circunstanciais” (que você não quer fazer, que são desperdício de tempo ou desnecessárias).

9. Mantenha seu local de trabalho sempre organizado ao final do expediente. Assim, no outro dia, saberá onde todos os documentos ou papéis estão. Isso evita também que se perca alguma informação importante para sua tarefa no meio da bagunça.

10. Respire um pouco. Para realizar tudo é preciso também estar calmo e tranquilo. Se ver que suas tarefas não estão rendendo, dê uma volta, vá tomar um café, converse um pouco. A distração pode ser uma ótima amiga da produtividade, nesses pequenos casos.